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Discursos

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Discurso do Giorgos Dimitrakopoulos,
(PPE-DE, Grécia)
pronunciado no Parlamento Europeu,
Quarta-feira, 6 de Julho de 2005


A União Europeia e o Iraque - Enquadramento da acção da UE





Giorgos Dimitrakopoulos (PPE-DE), relator. – (EL) Senhor Presidente em exercício do Conselho, Senhora Comissária, Senhoras e Senhores Deputados, gostaria de começar por apresentar os meus agradecimentos ao meus estimados colegas da Comissão dos Assuntos Externos pela sua cooperação, que vos permitiu ter hoje diante de vós um relatório que considero integrado e no qual são fornecidas algumas directrizes substanciais sobre o rumo que as relações entre a União Europeia e o Iraque deverão tomar no futuro.

É incontestável que, desde que as operações de combate terminaram, a situação no Iraque tem sido difícil e, infelizmente, agrava-se de dia para dia. Assim, o primeiro comentário que tenho a fazer é sobre a situação de segurança, o problema mais importante que hoje se vive no Iraque. É importante não só porque custa milhares de vidas humanas todos os dias, mas também porque nada mais pode ser feito enquanto o problema da segurança não for resolvido.

Obviamente, esta constatação não basta. Também é necessário que sejam tomadas medidas muito específicas. Uma delas, como é evidente, é a reconstituição das forças de segurança iraquianas e, por outro lado, a reconstituição do exército iraquiano, o que não é uma questão fácil. Ao mesmo tempo, e uma vez que certos problemas de segurança são causados pela presença de forças militares estrangeiras, considero que a substituição das forças militares por uma força de paz da ONU seria um passo importante. Esta é uma das propostas básicas do meu relatório. Evidentemente, é algo que não podemos conseguir em 48 horas; evidentemente, é uma decisão que requer debate; evidentemente, é uma decisão que deve ter por base uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. No entanto, a meu ver, é uma decisão necessária.

O terceiro comentário que tenho a fazer diz respeito à reconstrução. A seguir à guerra, o Iraque é um país em que todo o tecido social se desmoronou. Assim, a reconstrução não deve ser encarada como um mero processo de construção logístico; há, obviamente, a questão da reconstrução, mas há também a questão da remodelação e da orientação de uma sociedade, e a remodelação e orientação de uma sociedade englobam questões políticas, económicas, sociais e culturais.

O epicentro do processo de reconstrução global é, sem dúvida alguma, um processo que só agora se iniciou, ou seja, a elaboração da nova Constituição. É claro – e deve ser claro para todos nós – que o futuro do Iraque está, em primeiro lugar, nas mãos do povo iraquiano, e é assim que deve ser. Por outro lado, contudo, é muito importante que a União Europeia, com a sua tradição de democracia, proponha – através do processo de elaboração da Constituição em curso – que se procure criar uma sociedade democrática, progressista, com consciência social; uma sociedade que reflicta o pluralismo do Iraque.

Por fim, e este é último ponto que quero referir, a presença da União Europeia, tanto na reconstrução como em toda a caminhada do Iraque, um país com uma história importante, é uma das propostas deste relatório e deve ser apoiada.

(Aplausos)










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