40 Aniversário
dos Democratas-Cristãos no Parlamento Europeu
(Grupo do Partido Popular Europeu)
Março de 1958 - Março de 1998
Cronologia
INTRODUÇÃO
Em 1 de Janeiro de 1958 entraram em vigor os dois Tratados de Roma que instituíam a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM).
Estes Tratados marcaram uma viragem na história do que na altura se denominava Assembleia Comum da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Doravante, a Assembleia Comum passaria a congregar três Comunidades. O número dos seus membros, que passou de 78 para 142, correspondia à seguinte repartição entre os seis Estados-Membros:
| Bélgica | 14 |
França | 36 |
Itália | 36 |
Luxemburgo | 6 |
Países Baixos | 14 |
Alemanha Ocidental | 36 |
Os novos Tratados introduziam ainda uma modificação mínima, se bem que de grande importância, nos poderes cometidos à Assembleia Comum. Enquanto que o Tratado CECA os qualificava como poderes de "controlo", o artigo 137 do Tratado CEE transformava-os, em 1958, em poderes "de deliberação e de controlo". Foi unicamente da palavra "deliberação" que derivaram os poderes muito amplos de que goza presentemente o Parlamento no quadro da elaboração da legislação.
Tal como aconteceu até às primeiras eleições europeias de Junho de 1979, os deputados eram nomeados pelos parlamentos nacionais, em conformidade com o equilíbrio existente entre os partidos nacionais que neles se encontravam representados. Todavia, os deputados não exerciam o seu mandato no quadro de delegações nacionais, mas sim de grupos políticos, ainda que nos primeiros anos existissem somente três grupos: os Democratas-Cristãos (o primeiro grupo, em termos de importância), os Socialistas e os Liberais. Foi um democrata-cristão alemão, Hans Furler, quem presidiu à Assembleia Comum da CECA de 1956 a 1958.
A nova Assembleia das três Comunidades reuniu-se pela primeira vez em Março de 1958, em Estrasburgo.
No mês anterior, a antiga Assembleia Comum havia realizado um "debate de acompanhamento", com base num relatório de Pierre Wigny, presidente do Grupo Democrata-Cristão (e, ulteriormente, Ministro belga dos Negócios Estrangeiros). No relatório examinava-se o modo como a Assembleia Comum tinha feito uso dos seus poderes desde a sua primeira sessão, em Setembro de 1952. Nele se expressava igualmente a esperança de ver a nova Assembleia Comum desempenhar uma função primordial na nova Europa mais ambiciosa, que se fundava em três Comunidades. Como declarou durante o debate o italiano Eduardo Martino, porta-voz democrata-cristão, a tarefa fundamental iria consistir na construção da Europa enquanto entidade política, geográfica, económica e militar.
Há já quarenta anos que os democratas-cristãos se mantêm fiéis a esta visão.
1958
19 de Março Reúne-se a Assembleia Comum das três Comunidades Europeias. Dispondo de 67 membros em 142, os Democratas-Cristãos são de longe o Grupo mais importante.
19 de Março Eleição do candidato democrata-cristão, Robert Schuman, para a presidência da Assembleia Comum, com o apoio dos três grupos políticos. Schuman tinha sido Ministro das Finanças, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Primeiro-Ministro da República Francesa. O seu projecto de fusão e de organização comum dos recursos hulhíferos franceses e alemães (o "Plano Schuman", anunciado em 9 de Maio de 1950) culminara na CECA, o protótipo das Comunidades Europeias.
Na sua primeira sessão, a Assembleia Comum adopta a denominação "Assembleia Parlamentar Europeia". Em 1962, adopta a designação "Parlamento Europeu", em todas as línguas oficiais (alemão, francês, italiano e holandês).
6 de Outubro Eleição de Alain Poher para a presidência do Grupo Democrata-Cristão. Ao iniciar as suas funções, declara que, "no quadro do ordenamento institucional, cabe ao Parlamento exprimir o que sente a opinião pública, cujo apoio é cada vez mais necessário ao nosso trabalho. A opinião pública europeia deve levar os Governos e os Executivos a compreenderem que o ideal europeu é uma realidade viva, que vingará no interesse do bem-estar e da paz para todos".
Alain Poher, que subsequentemente foi presidente do Senado Francês, exerceu as suas funções durante oito anos. Em Março de 1966, foi eleito Presidente do Parlamento Europeu.
1960
17 de Maio O Parlamento Europeu aprova o primeiro projecto de Convenção relativa às Eleições Directas.
1961
Fundação da União Mundial Democrata-Cristã, em Santiago do Chile.
9 de Julho Assinatura do Acordo de Associação CEE-Grécia.
31 de Julho, 9-10 de Agosto Pedidos de adesão da Irlanda, da Grã-Bretanha e da Dinamarca. Fracasso das negociações em 29 de Janeiro de 1963, na sequência do veto de Charles de Gaulle à adesão britânica.
1965
8 de Abril Assinatura do Tratado de fusão que institui um Conselho único e uma Comissão única para a CECA, a CEE e a EURATOM. O Tratado entra em vigor em Julho de 1967.
3 de Maio As "Novas Equipas Internacionais" adoptam a denominação "União Europeia Democrata-Cristã" (UEDC).
30 de Junho Crise na Comunidade devido às divergências em torno do financiamento da Política Agrícola Comum, os poderes orçamentais do Parlamento Europeu e a função da Comissão: política de boicote às deliberações levada a cabo por De Gaulle.
1966
30 de Janeiro Compromisso do Luxemburgo. Enquanto este "acordo sobre o estar em desacordo" permanecer em vigor, os Estados-Membros, individualmente considerados, usufruem, em contradição com o Tratado, de um direito generalizado de veto quando considerem que se encontra em jogo um interesse nacional de natureza vital. O Grupo Democrata-Cristão nunca aceitou tal princípio.
1967
10-11 de Maio Novos pedidos de adesão da Grã-Bretanha, da Irlanda e da Dinamarca. Em Dezembro de 1967, o segundo veto de De Gaulle põe termo às negociações.
1968
28 de Junho Entrada em vigor do Regulamento relativo à Pauta Aduaneira Comum, após supressão, dezoito meses antes do previsto, dos direitos aduaneiros e das quotas no comércio intracomunitário.
1969
25 de Novembro O alemão Hans-August Lücker é eleito para a presidência do Grupo Democrata-Cristão. Reforça a base nacional do Grupo, ampliando os seus elos institucionais e organizativos com os partidos democratas-cristãos nacionais, em colaboração com o Presidente da UEDC, Mariano Rumor. Tratava-se da primeira etapa a transpor rumo à fundação do Partido Popular Europeu.
1-2 de Dezembro Conferência cimeira dos Chefes de Estado e de Governo na Haia. Decisões de princípio quanto à realização da União Económica Monetária em 1980, a abertura de negociações com o conjunto dos países candidatos e a cooperação política.
1970
21-22 de Abril Assinatura do Tratado que altera algumas disposições orçamentais; decisão de substituir o contributo financeiro dos Estados-Membros por recursos próprios da Comunidade e de aumentar os poderes orçamentais cometidos ao Parlamento Europeu.
27 de Abril Criação de uma Conferência Permanente dos Dirigentes dos Partidos e Grupos Parlamentares Democratas-Cristãos dos Estados-Membros e da Mesa do Grupo Democrata-Cristão no Parlamento Europeu.
30 de Junho Abertura das negociações de adesão com a Dinamarca, a Irlanda, a Noruega e o Reino Unido.
1973
1 de Janeiro Entrada da Dinamarca, da Irlanda e do Reino Unido na Comunidade (a população norueguesa pronunciou-se, em referendo, contra o Tratado de Adesão).
O Parlamento Europeu passa a contar com 198 membros, de que apenas 52 são democratas-cristãos. É criado um novo grupo político, o Grupo Conservador Europeu, composto por deputados britânicos e dinamarqueses. Os deputados irlandeses do Fine Gael juntam-se aos democratas-cristãos.
1974
10-11 de Dezembro Reunião cimeira em Paris. Doravante, as cimeiras passam a denominar-se "reuniões do Conselho Europeu". Leo Tindemans, Primeiro-Ministro belga democrata-cristão, é convidado a elaborar um relatório sobre a União Europeia, a apresentar em finais de 1975. O seu relatório é apresentado ao Conselho Europeu em Janeiro de 1976.
1975
14 de Janeiro O Parlamento aprova o relatório Patijn, sobre o projecto de Convenção que institui a eleição dos membros do Parlamento Europeu por sufrágio universal directo.
28 de Fevereiro Assinatura da Convenção de Lomé com 46 países em desenvolvimento da África, das Caraíbas e do Pacífico.
5 de Junho O referendo organizado no Reino Unido salda-se por uma maioria de dois terços a favor da permanência na Comunidade.
12 de Junho Pedido de adesão da Grécia.
10 de Julho O Parlamento Europeu aprova um relatório sobre a União Europeia elaborado pelo democrata-cristão belga Alfred Bertrand (presidente do Grupo DC entre 1975 e 1977). Constituindo um contributo do Parlamento para o relatório Tindemans (vide infra), este relatório chama fundamentalmente a atenção para os seguintes pontos:
- o futuro Parlamento Europeu deverá dispor de amplos poderes em matéria orçamental e de controlo, e tornar-se o verdadeiro órgão legislativo da Comunidade (ou, pelo menos, deter direitos equivalentes);
- deverá ser complementado por um centro europeu de decisão que tenha carácter de verdadeiro governo europeu, independente dos governos nacionais e responsável perante o Parlamento da União;
- a colaboração dos Estados-Membros no processo decisório da União deverá ser garantida por uma Câmara dos Estados-Membros;
- deveriam ser definidos clara e pormenorizadamente os poderes cometidos às diversas Instituições, tanto na relação entre estas, como no tocante aos Estados-Membros.
A votação em sessão plenária demonstra que os democratas-cristãos e os conservadores são firmes partidários da Resolução, ao passo que, do lado socialista, os trabalhistas se abstêm, tal como os liberais dinamarqueses. O porta-voz do Grupo gaulista dos Democratas Europeus pelo Progresso assinala a sua concordância com circunspecção, ao passo que a maior parte dos membros do Grupo não participa na votação. Os comunistas votam contra.
22 de Julho Assinatura do segundo Tratado que altera algumas disposições financeiras dos Tratados e que institui um processo de conciliação. O Tratado reforça os poderes orçamentais do Parlamento Europeu e cria um Tribunal de Contas.
1976
26 de Janeiro É criada a comissão incumbida de instituir a UETDC (União Europeia dos Trabalhadores Democratas-Cristãos), que mais tarde virá a filiar-se na UEDC. O programa de trabalho da UETDC centra-se nos seguintes domínios: trabalho e política de emprego, política familiar, manutenção da concorrência restringindo e controlando as operações das empresas multinacionais, e melhoria do ambiente de trabalho.
16 de Fevereiro O Conselho de Assistência Económica Mútua (COMECON) envia ao Conselho de Ministros um projecto de acordo CEE-COMECON. Trata-se de um primeiro reconhecimento oficial da CEE por parte dos países membros do COMECON. As negociações são interrompidas após a invasão soviética do Afeganistão, em 1980.
21 de Fevereiro Aprovação do manifesto elaborado pela União Europeia dos Democratas-Cristãos (UEDC), em Paris.
29 de Abril Fundação do Partido Popular Europeu, em Bruxelas. Composto por 12 partidos democratas-cristãos de 7 países da Comunidade, os seus Estatutos autorizam a adesão de outros partidos do centro, na condição de se encontrarem dispostos a subscrever os valores democratas-cristãos. Trata-se de um elemento muito importante para aqueles países da Comunidade que, por razões históricas, não dispõem de partidos que correspondam expressamente à denominação "democrata-cristã".
8 de Julho Sessão constitutiva do Partido Popular Europeu, no Luxemburgo. Leo Tindemans, Primeiro-Ministro belga democrata-cristão, é eleito seu presidente. Entre os fundadores figura Wilfried Martens, que viria a ser Primeiro-Ministro da Bélgica, e, a partir de 1990, presidente do PPE (bem como do Grupo PPE desde 1994).
12-13 de Julho O Conselho Europeu reunido em Bruxelas aprova a Convenção que institui a eleição dos membros do Parlamento Europeu por sufrágio universal directo e fixa em 410 o número de membros directamente eleitos. As disposições que regem as primeiras eleições europeias (para as quais se preconiza a data de 1978) são enunciadas no Acto de 1976 relativo à eleição dos representantes ao Parlamento Europeu por sufrágio universal directo.
1977
Março Eleição do democrata-cristão Emilio Colombo, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Primeiro-Ministro italiano, para a presidência do Parlamento.
28 de Março Pedido de adesão de Portugal.
5 de Maio Eleição do alemão Egon Klepsch para a presidência do Grupo DC, o qual exercerá estas funções até 1982, sendo reeleito em 1984. De 1992 a 1994, assegura a presidência do Parlamento Europeu.
25 de Maio Os três partidos democratas-cristãos neerlandeses apresentam pela primeira vez uma lista conjunta para as eleições legislativas, sob a denominação de "Christen Democratisch Appèl".
28 de Julho Pedido de adesão da Espanha.
1978
6-7 de Março O primeiro Congresso do Partido Popular Europeu (PPE), realizado em Bruxelas, adopta um programa político intitulado "Juntos por uma Europa de Homens Livres": "Nós, o PARTIDO POPULAR EUROPEU, ... pretendemos a unidade da Europa e reivindicamos como nossa a política bem sucedida que levaram a cabo os estadistas democratas-cristãos Robert Schuman, Alcide De Gasperi e Konrad Adenauer, os quais lançaram as bases para os êxitos até hoje obtidos. Fiéis aos mesmos princípios, estamos firmemente determinados a continuar e a concluir esta obra histórica, cuja finalidade política culminará numa federação europeia, tal como proposta por Robert Schuman em 9 de Maio de 1950".
14 de Março O Grupo passa a denominar-se "Grupo Democrata-Cristão (Grupo do Partido Popular Europeu)".
4-5 de Dezembro O Conselho Europeu reunido em Bruxelas decide instituir o SME (Sistema Monetário Europeu) e criar um Comité (dos Três Sábios) para examinar as repercussões do alargamento nas Instituições e nos procedimentos. O SME entra em vigor em Março de 1979.
1979
22-23 de Fevereiro Segundo Congresso do PPE, em Bruxelas. Aprovação de um programa eleitoral e apelo ao conjunto dos cidadãos europeus para que participem de forma construtiva nas eleições europeias.
28 de Maio Assinatura, em Atenas, do Tratado de adesão da Grécia. Em 1 de Janeiro de 1981, a República Helénica torna-se o 10 Estado-Membro.
7-10 de Junho Primeiras eleições europeias. A taxa de participação global é de 61% (111 milhões de eleitores num total de 180 milhões). Os partidos membros do Grupo do PPE obtêm 32,8 milhões de votos (29,6%) e conquistam 107 lugares. Os partidos socialistas e sociais-democratas obtêm 29,5 milhões de votos (26,6%) e 112 lugares.
O PPE obteve aproximadamente mais 3,3 milhões de votos (2,9 %) do que os socialistas, apesar da inexistência de candidatos PPE na Dinamarca e no Reino Unido. Os partidos socialistas apresentaram candidatos nos novos Estados-Membros.
17 de Julho O Grupo passa a denominar-se "Grupo do Partido Popular Europeu (Grupo Democrata-Cristão)".
17-20 de Julho Sessão constitutiva do Parlamento Europeu eleito por sufrágio universal, em Estrasburgo. Com o apoio do Grupo PPE, a Sra. Simone Veil, política francesa e membro do Grupo Liberal e Democrático, é eleita para a presidência.
13 de Dezembro O Parlamento Europeu rejeita o Orçamento comunitário de 1980 por uma maioria de 288 votos contra, 64 a favor e uma abstenção.
1980
10 de Julho Criação da Fundação "África" do PPE, destinada a promover o intercâmbio de ideias entre agrupamentos sociais, políticos e culturais de orientação democrática em África e na Europa, e a elaborar programas de cooperação conjuntos, à luz dos princípios da Convenção de Lomé (artigo 3 dos Estatutos da Fundação).
1-2 de Outubro Terceiro Congresso do PPE, em Colónia.
7 de Outubro Reeleição de Leo Tindemans para a presidência do PPE.
29 de Outubro Acórdão do Tribunal de Justiça no processo da isoglucose, no qual se reconhece o direito que assiste ao Parlamento de apelar à Justiça no intuito de defender os seus poderes e em que se declara nulo e destituído de efeito o Regulamento adoptado pelo Conselho sem o parecer prévio do Parlamento.
1981
1 de Janeiro A Grécia torna-se o 10 Estado-Membro da Comunidade. O número de deputados europeus passa a ser de 434. Os membros do Partido "Nova Democracia" aderem ao Parlamento na qualidade de independentes (as eleições europeias realizaram-se na Grécia em 18 de Outubro de 1981).
10 de Fevereiro O Presidente da República Árabe Egípcia, Anouar El Sadate, é o primeiro Chefe de Estado de um país terceiro a dirigir-se ao Parlamento Europeu.
2-3 de Abril Em presença do Papa João Paulo II, cerimónia de comemoração em Roma do centenário do nascimento de Alcide De Gasperi. Partidário apaixonado do ideal da unificação europeia, De Gasperi desempenhou um papel fundamental na recuperação da Itália após a guerra e na edificação da Comunidade Europeia.
19 de Novembro Emilio Colombo e Hans Dietrich Genscher, os Ministros italiano e alemão dos Negócios Estrangeiros, apresentam ao Parlamento Europeu o seu projecto de "Acto Europeu". "Propomos o relançamento da integração europeia, o reforço das Instituições e o aperfeiçoamento do processo decisório, a promoção e o desenvolvimento mais amplos do processo pragmático de cooperação política entre os nossos dez países, no intuito de generalizar a cooperação no domínio da segurança, da cultura e do direito, assim como de nos aproximarmos do objectivo de base da União Europeia, graças ao reforço mútuo dos aspectos políticos e sócio-económicos que, num processo evolutivo, progressivamente proponham e cumpram novos objectivos" (excerto da intervenção de Emilio Colombo).
23 de Dezembro A delegação grega da Nova Democracia adere ao Grupo do PPE, aumentando o número de membros do Grupo para 117, num Parlamento composto por 434 deputados.
1982
20 de Janeiro Paolo Barbi é o primeiro italiano a assumir a presidência do Grupo PPE no Parlamento Europeu.
30 de Junho Acordo entre o Conselho, a Comissão e o Parlamento sobre o processo orçamental. Os três presidentes assinam um acordo em que são definidas as competências dos órgãos envolvidos no estabelecimento do Orçamento Comunitário.
15 de Setembro O Parlamento interpõe recurso contra o Conselho (artigo 175 do Tratado CE), por este não ter elaborado uma política comum de transportes. O acórdão proferido pelo Tribunal em 22 de Maio de 1985 é interpretado, de forma geral, como uma vitória para o Parlamento.
6-8 de Dezembro Quarto Congresso do PPE em Paris.
1984
14 de Fevereiro Aprovação, pelo Parlamento Europeu, com um amplo apoio do Grupo do PPE, de um projecto de Tratado que institui a União Europeia (Tratado Spinelli).
24 de Abril O quinto Congresso do PPE, em Roma, aprova um programa de acção para a legislatura de 1984 a 1989 intitulado "Unificar a Europa em Prol da Paz e da Liberdade em Justiça".
10-13 de Junho Os partidos membros do Grupo do PPE ganham 110 mandatos nas segundas eleições directas para o Parlamento Europeu.
24 de Julho O democrata-cristão Pierre Pflimlin, ex-Primeiro-Ministro francês, é eleito Presidente do Parlamento Europeu.
1985
14 de Junho A Comissão apresenta as suas propostas (o Livro Branco "Cockfield") sobre as medidas necessárias para realizar o Mercado Único no final de 1992. Quinze dias mais tarde, o Conselho Europeu reunido em Milão decide organizar uma Conferência Intergovernamental para debater as modificações dos Tratados, no intuito de acelerar a tomada de decisões e reforçar os poderes cometidos ao Parlamento Europeu.
1986
1 de Janeiro Adesão de Portugal e da Espanha à Comunidade Europeia. Os membros do CDS português, bem como dos partidos espanhóis Unión de Centro Democrático, Partido Nacionalista Vasco e Unió Democràtica de Catalunya aderem ao Grupo PPE. O Parlamento passa a contar com 518 deputados.
17-18 de Fevereiro Assinatura do Acto Único Europeu (AUE), no Luxemburgo. O AUE amplia a votação por maioria qualificada, particularmente no tocante às medidas relativas ao Mercado Único, introduz um novo processo de duas leituras para a consulta do Parlamento Europeu e um processo de parecer favorável para os acordos celebrados com os países terceiros, melhorando o mecanismo de coordenação da política externa.
10-12 de Abril Sexto Congresso do PPE, na Haia.
1987
20 de Janeiro Eleição de Lord Plumb, dirigente dos deputados conservadores britânicos, para a presidência do Parlamento Europeu.
1 de Julho Entrada em vigor do AUE. A partir desta data, o Grupo do PPE institui uma certa cooperação com o Grupo Socialista, no intuito de conferir ao Parlamento a possibilidade de concitar as maiorias que lhe permitam desempenhar plenas funções no processo de cooperação.
26 de Outubro Adopção, na Haia, da "Plataforma sobre a Segurança Europeia" da União da Europa Ocidental, que assinala o relançamento da UEO, enquanto componente europeia da NATO.
1988
7-8 Novembro O sétimo Congresso do PPE, reunido no Luxemburgo, adopta um programa de acção para a legislatura de 1989-1994 intitulado "O PPE solidário e eficaz ao lado dos cidadãos".
15 de Novembro O Parlamento Europeu assinala, através de uma sessão comemorativa, o 100º Aniversário do nascimento de Jean Monnet.
1989
15-18 de Junho Terceiras eleições directas para o Parlamento Europeu. Os partidos membros do Grupo do PPE (incluindo o partido espanhol Partido Popular, que passa dos Conservadores para o Grupo do PPE) conquistam 122 lugares.
17 de Julho Pedido de adesão da Áustria.
9 de Novembro A queda do Muro de Berlim assinala o termo da divisão da Alemanha (oficializado em 3 de Outubro de 1990).
1990
10 de Maio Eleição de Wilfried Martens, ex-Primeiro-Ministro belga, para a presidência do PPE.
19 de Junho Os países do Benelux, a França e a Alemanha Ocidental assinam a Convenção de Aplicação do Acordo de Schengen de 1985 sobre a simplificação dos controlos nas fronteiras internas dos países signatários.
3 de Julho Pedido de adesão de Chipre.
16 de Julho Pedido de adesão de Malta.
15-16 de Novembro Oitavo Congresso do PPE, em Dublim.
1991
1 de Julho Pedido de adesão da Suécia.
10 de Dezembro Acordo do Conselho Europeu sobre o Tratado da União Europeia (Tratado de Maastricht, assinado em 7 de Fevereiro de 1992).
1992
14 de Janeiro Eleição de Egon Klepsch, presidente do Grupo do PPE, para a presidência do Parlamento Europeu. Leo Tindemans é eleito para lhe suceder na presidência do Grupo.
18 de Março Pedido de adesão da Finlândia.
1 de Maio Os deputados conservadores britânicos e dinamarqueses aderem ao Grupo do PPE.
2 de Maio Assinatura no Porto do Tratado que institui o Espaço Económico Europeu (que inclui os 12 Estados-Membros da CEE e os 7 Estados Membros da EFTA (Áustria, Finlândia, Islândia, o Liechtenstein, a Noruega, a Suécia e a Suiça). Em 6 de Dezembro de 1992, a Suíça rejeita este Tratado por referendo.
Junho - Setembro O Tratado de Maastricht é rejeitado por referendo na Dinamarca, aprovado na Irlanda e aprovado por escassa maioria em França.
16 de Setembro Uma especulação sem precedentes em torno das divisas ("quarta-feira negra") quase que provoca a ruptura do mecanismo de câmbio. A libra e a lira abandonam este mecanismo.
11-13 de Novembro Nono Congresso do PPE, em Atenas.
25 de Novembro Pedido de adesão da Noruega.
11-12 de Dezembro Decisões do Conselho Europeu reunido em Edimburgo sobre a sede das Instituições, as Perspectivas Financeiras até 1999 e uma nova situação para a Dinamarca.
1993
1 de Janeiro Entrada em vigor do Mercado Único.
18 de Maio O Tratado de Maastricht é aprovado num segundo referendo, na Dinamarca.
23 de Junho 40 aniversário da fundação do Grupo Democrata-Cristão na Assembleia Comum da CECA.
1 de Novembro A entrada em vigor do Tratado de Maastricht assinala o estabelecimento da União Europeia.
8-10 de Dezembro O 10 Congresso do PPE, em Bruxelas, adopta um programa de acção para a legislatura de 1994-1999 intitulado "Europa 2000: a Unidade na Diversidade".
1994
1 de Janeiro Início da segunda etapa da União Económica Monetária.
1 de Abril Pedido de adesão da Hungria.
8 de Abril Pedido de adesão da Polónia.
9-12 de Junho Quartas eleições directas para o Parlamento Europeu. O Grupo do PPE conquista 157 mandatos.
Junho - Novembro A adesão à União Europeia é aprovada por referendo na Áustria, na Finlândia e na Suécia, mas rejeitada na Noruega.
Julho Wilfried Martens, ex-Primeiro-Ministro belga, é eleito para a presidência do Grupo do PPE. O candidato proposto pelos Estados-Membros à presidência da Comissão, o democrata-cristão Jacques Santer, é aprovado pelo novo Parlamento Europeu.
1995
1 de Janeiro Adesão da Áustria, da Finlândia e da Suécia. O Parlamento Europeu passa a contar com 626 deputados. Cinco partidos aderem ao PPE: O Österreichische Volkspartei da Áustria, os suecos Kristdemokratiska Samhällspartiet (actual Kristdemokraterna) et Moderata Samling ( actual Moderaterna) bem como o Kansallinen Kokoomus da Finlândia e o Konservative Folkeparti dinamarquês.
19 de Janeiro A nova Comissão, presidida por Jacques Santer, é aprovada pelo Parlamento.
26 de Março Entrada em vigor do Acordo de Schengen nos países do Benelux, em França, na Alemanha, em Portugal e em Espanha.
22 de Junho Pedido de adesão da Roménia.
27 de Junho Pedido de adesão da Eslováquia.
27 de Outubro Pedido de adesão da Letónia.
6-7 de Novembro Décimo primeiro Congresso do PPE, em Madrid.
28 de Novembro Pedido de adesão da Estónia.
8 de Dezembro Pedido de adesão da Lituânia.
14 de Dezembro Pedido de adesão da Bulgária.
15-16 de Dezembro O Conselho Europeu de Madrid decide que a moeda única se denominará "EURO".
1996
17 de Janeiro Pedido da adesão da República Checa.
29 de Março Abertura, em Turim, da Conferência Intergovernamental para a revisão do Tratado de Maastricht.
10 de Junho Pedido de adesão da Eslovénia.
6 de Dezembro O PSD português torna-se membro de pleno direito do PPE.
1997
14 de Janeiro Eleição de José María Gil-Robles Gil-Delgado do Partido Popular espanhol para a presidência do Parlamento Europeu. O Grupo do PPE conta com 181 membros.
16-17 de Junho O Conselho Europeu reunido em Amesterdão exprime a sua concordância com um novo Tratado. O Tratado de Amesterdão é assinado em 2 de Outubro de 1997.
9-11 de Novembro Décimo segundo Congresso do PPE, em Toulouse.
21-22 de Novembro Jean-Claude Juncker, Primeiro-Ministro luxemburguês democrata-cristão, preside a uma reunião especial do Conselho Europeu consagrada ao emprego.
12-13 de Dezembro O Conselho Europeu reunido no Luxemburgo decide dar início às negociações de alargamento em 1998.